terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Ciclo de Cinema e Literatura

26 OUTUBRO, 2, 9, 16, 23 e 30 NOVEMBRO, 7 e 14 DEZEMBRO 2009 | 18h30 | SALA DE CONFERÊNCIAS

REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

Integrado no Seminário Saber Europa, o Ciclo Cinema e Literatura é dedicado à cultura europeia e aos seus valores. Comissariado por Lauro António, este ceminário pretende fazer a síntese entre duas das mais importantes linguagens criativas europeias, o Cinema e a Literatura.

Lauro António, um dos mais importantes especialistas em cinema, ele próprio realizador e professor, escolheu os grandes clássicos, simultaneamente do Cinema e da Literatura de vários países da União Europeia, para, através deles, construir um itinerário narrativo da construção contemporânea do pensamento europeu.

Depois da projecção de cada filme, Lauro António promove uma palestra em torno da obra literária e cinematográfica em análise.

Programa

26 Out. Portugal: A Costa dos Murmúrios, de Lídia Jorge / Margarida Cordeiro, 2004
02 Nov. Inglaterra: Oliver Twist, de Charles Dickens / David Lean, 1948
09 Nov. Itália: O Leopardo, de Lampedusa / Luchino Visconti, 1963
16 Nov. França: Os Miseráveis, de Victor Hugo / Jean-Paul Le Chanois, 1958
23 Nov. Alemanha: O Tambor, de Gunther Grass / Volker Schlöndorff ,1979
30 Nov. Polónia: O Pianista, de Wladyslaw Szpilman / Roman Polanski, 2002
07 Dez. Rússia: Guerra e Paz, de Leon Tolstoi / Sergei Bondarchuk, 1968
14 Dez. Espanha: Dom Quixote, de Miguel de Cervantes / Manuel Gutierrez Aragon, 1991


Organização e informações Biblioteca Nacional de Portugal, Campo Grande

Europa Viva, Associação Europeia para a Criatividade e Solidariedade Social | www.europaviva.eu
Uma parceria com Reitoria – Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE | Tel.: 21 011 34 48 | daci@reitoria.ul.pt


Reitoria da Universidade de Lisboa

Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Alameda da Universidade, Campo Grande, 1649-004 Lisboa
Contactos | Tel. 21 011 34 06; Fax: 21 796 31 51; daci@reitoria.ul.pt; http://www.ul.pt
Transportes | Metro: Cidade Universitária; Autocarros: 31-32-38-68-755 (Carris);
Almada – Cidade Universitária (TST); Entrecampos (Fertagus).

quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Associação Cultural Elemento Indesejado

É uma associação cultural recente, cujos principais objectivos são a divulgação e formação cultural e artistica. Estamos a organizar um ciclo de curtas metragens em vários pontos do País. Os primeiros locais para a exibição destes trabalhos já estão definidos e serão a sede do grupo de teatro Váatão, em Castelo Branco, e a Biblioteca dos Operários e Empregados da Sociedade Geral, em Lisboa. No entanto, esta mostra deslocar-se-á a outros pontos do País, nomeadamente, Porto, Fundão, Covilhã e Évora, com locais ainda por confirmar.
Estas mostras serão de entrada gratuita.
A data da primeira exibição a decorrer em Lisboa será 12 e 13 de Setembro e
depois nos seis fins-de-semana seguintes nas restantes cidades.
O público alvo serão todos os jovens da área ou interessados em saber o que se faz, hoje em dia, no meio do cinema e do vídeo, em Portugal.
Para completar este ciclo de curtas, estamos a organizar uma série de workshops, dentro da área do audiovisual, orientados para vídeo de baixo custo e a preços acessíveis, que decorrerão em Castelo Branco e em Lisboa.
Aceitamos trabalhos em ficção, documentário, vídeo experimental e animação.
Os interessados deverão enviar uma cópia para pré-visualização, por correio para a morada: Rua Almeida e Sousa, nº 64, r/c, 1350-016 Lisboa, ou pela Internet para o endereço elemento.indesejado@gmail.com

O prazo para a entrega dos trabalhos vai até ao dia 31 de Julho.

Para quaisquer dúvidas, contactar.

Cláudia Chambino
Associação Cultural Elemento Indesejado
elemento.indesejado@gmail.com
http://www.elemento-indesejado.blogspot.com/
(+351) 96 61 377 80

sexta-feira, 27 de Março de 2009

Texto relativo ao Workshop "A Metafísica Recreativa"

Relativo ao exercício 1 e 2 lançado por Marcelo Costa ler o seguinte texto:

BERGES DE LA LOIRE

Roanne, le 24 mai 1941

Que rien désormais ne me fasse revenir de ma détermination: ne sacrifier jamais l’objet de mon étude à la mise en valeur de quelque trouvaille verbale que j’aurai faite à son propos, ni à l’arrangement en poème de plusieurs de ces trouvailles.
En revenir toujours à l’objet lui-même, à ce qu’il a de brut, de différent: différent en particulier de ce que j’ai déjà (à ce moment) écrit de lui.
Que mon travail soit celui d’une rectification continuelle de mon expression (sans souci a priori de la forme de cette expression) en faveur de l’objet brut.
Ainsi, écrivant sur la Loire d’un endroit des berges de ce fleuve, devrai-je y replonger sans cesse mon regard, mon esprit. Chaque fois qu’il aura séché sur une expression, le replonger dans l’eau du fleuve.
Reconnaître le plus grand droit de l’objet, son droit imprescriptible, opposable à tout poème… Aucun poème n’étant jamais sans appel a minima de la part de l’objet du poème, ni sans plainte en contrefaçon.
L’objet est toujours plus important, plus intéressant, plus capable (plein de droits): il n’a aucun devoir vis-à-vis de moi, c’est moi qui ai tous les devoirs à son égard.
Ce que les lignes précédentes ne disent pas assez: en conséquence, ne jamais m’arrêter à la forme poétique – celleci devant pourtant être utilisée à un moment de mon étude parce qu’elle dispose un jeu de miroirs qui peut faire apparaîte certains aspects demeurés obscurs de l’objet.
L’entrechoc des mots, les analogies verbales sont un des moyens de scruter l’objet.
Ne jamais essayer d’arranger les choses. Les choses et les poèmes sont inconciliables.
Il s’agit de savoir si l’on veut faire un poème ou rendre compte d’une chose (dans l’espoir que l’esprit y gagne, fasse à son propos quelque pas nouveau).
C’est le second terme de l’artenative que mon goût (un goût violent des choses, et des progrès de l’esprit) sans hésitation me fait choisir.
Ma détermination est donc prise…
Peu m’importe après cela que l’on veuille nommer poème ce qui va en résulter. Quand à moi, le moindre soupçon de ronron poétique m’avertir seulement que je rentre dans le manège, et provoque mon coup de reins pour en sortir.

In : « La Rage de l’expression », Francis Ponge.
Ed. Mermod, 1952.



BANKS OF THE LOIRE

Roanne, May 24, 1941

From now on, may nothing ever cause me to go back on my resolve: never sacrifice the object of my study in order to enhance some verbal turn discovered on the subject, nor piece together any such discoveries in a poem.
Always go back to the object itself, to its raw quality, its difference: particularly its difference from what I’ve (just then) written about it.
May my work be one of continual rectification of expression on behalf of the raw object (with no a priori concern about the form of that expression).
Therefore, writing about the Loire from a place along the banks of the river, I must constantly immerse my eyes and mind in it. Any time they dry up over an expression, back they must go into the waters of the river.
Recognize the greater right of the object, its inalienable right, in relation to any poem… No poem ever being free from absolute judgment a minima on the part of the poem’s object, nor from accusation of counterfeit.
The object is always more important, more interesting, more capable (full of right): it has no duty whatsoever toward me, it is I who am obliged to it.
What the preceding lines do not adequately emphasize: consequently, never leave off at the poetic form – though it must be used at some point in my study because it produces a play of mirrors that can reveal certain persistently obscure aspects of the object. The reciprocal clash of words, the verbal analogies are one of the means for studying the object in depth.
Never try to arrange things. Objects and poems are irreconcilable.
The point is knowing whether you wish to make a poem or comprehend an object (in the hope that the mind wins out, comes up with something new on the subject). It is the second phase of this alternative that my taste (a violent taste for things, and for advances of the mind) leads me to choose without hesitation.
So my resolve has been reached…
After that I hardly care whether someone chooses to call the outcome a poem. As for me, the slightest hint of poetic droning simply reminds me that I’m slipping back onto the old merry-go-round and need to boot my way off.

In “Mute Objects of Expression”, Francis Ponge.
Ed. Archipelago books, 2008.

quarta-feira, 11 de Março de 2009

Workshop “A Metafísica Recreativa”

17, 24 e 31 de Março (aulas com Marcelo Costa, desenvolvimento de dois exercícios propostos na aula e concretização do exercício “A Metafísica Recreativa” lançado por Paiva e Gusmão)
14 de Abril (com Marcelo Costa, mostra e avaliação dos resultados dos dois exercícios atrás mencionados)
Em Abril haverá uma aula com o Paiva e Gusmão para ver os resultados do exercício “A Metafísica Recreativa”. Assim que for marcado o dia informamos todos os alunos.
16, 23 e 30 de Abril (aulas com a Maria Mire)[Alunos externos e alunos do Departamento de Cinema]
Em Junho haverá uma semana, ainda por determinar, com aulas todos os dias com o Paiva e Gusmão.
Nota: Relativo ao exercício 1 lançado por Marcelo Costa ver http://www.understandingduchamp.com/ e documentação deixada no Centro de Documentação do Ar.Co.
Relativo ao exercício 2 lançado por Marcelo Costa ler "A origem da obra de arte" de Martin Heidegger.

segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

Projecto Praça da Figueira


Para os alunos do 1º e 2º ano do Departamento de Cinema e alunos inscritos no Workshop Repete, repete, repete.

Devem passar do Centro de Documentação do Ar.Co, a partir do dia 25 de Fevereiro, levando um disco rígido pessoal com 25 GB livres ou 6 DVDs virgens e copiar as filmagens da Praça da Figueira realizadas no dia 12 de Fevereiro a propósito do Workshop Repete, repete, repete.
Este material servirá para realizar um filme com a duração mínima de 15 minutos. O filme será composto exclusivamente com estas imagens e sons não havendo mais nenhuma condicionante.

Os projectos deverão estar concluídos a 19 de Março, dia em que estarei no Ar.Co a partir da 15:00h para visionamento e comentários.

Este projecto é facultativo.

Marcelo Costa

terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009

Sessão na Cinemateca

Por lapso este filme não consta na lista do post anterior relativo aos filmes a ver no âmbito do curso teórico "Robert Bresson – a arte do cinematógrafo"

6-
Au Hasard Balthazar - dia 11 de Março às 21.30h

Para mais informações sobre o curso clicar aqui http://cinemato-grafias.blogspot.com/

domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Curso Teórico "Robert Bresson – a arte do cinematógrafo"

No âmbito do curso teórico "Robert Bresson – a arte do cinematógrafo", todos os alunos inscritos devem ver os seguintes filmes na Cinemateca: (estes visionamentos são imprescindíveis para o bom funcionamento do referido curso)



1-PICKPOCKET – dia 19 de Fevereiro - 21:30h



2-Les dames du bois de Boulogne - 27 de Fevereiro 19:00h




3-Un Condamné à Mort s'Est Échappé - 6 de Março 19:00h




4-Le Procés de Jeanne d'Arc - 9 de Março 19:00h




5-Mouchette - 25 de Março 19:30h


Para mais informações sobre o curso clicar aqui http://cinemato-grafias.blogspot.com/